No domingo, 3 de agosto de 2025, o Diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, defendeu a decisão do presidente Donald Trump de demitir a Comissária do Bureau of Labor Statistics (BLS) dos EUA, Erika McEntarfer. A demissão ocorreu após o relatório de empregos de sexta-feira mostrar que o mercado de trabalho dos EUA adicionou apenas 73.000 empregos no último mês, além de fazer revisões negativas significativas em relatórios anteriores.
Durante uma entrevista no programa “Meet The Press” da NBC, a moderadora Kristen Welker questionou Hassett sobre a “evidência concreta” que justificaria a sugestão de Trump de que McEntarfer, indicada pelo ex-presidente Joe Biden e confirmada pelo Senado dos EUA, teria manipulado os números de emprego por razões políticas.
Hassett argumentou que as revisões nos dados de emprego são uma evidência sólida. “Por exemplo, houve uma revisão de 818.000 empregos que piorou significativamente o histórico de empregos de Joe Biden, e essa revisão foi divulgada após ele ter se retirado da campanha presidencial”, afirmou Hassett. Ele também mencionou que padrões observados poderiam levantar suspeitas. “O mais importante é que é prioridade máxima do presidente que os dados sejam confiáveis e que se chegue ao fundo do motivo dessas revisões serem tão pouco confiáveis”, completou.
De acordo com o Daily Wire, Trump anunciou na sexta-feira que ordenou a demissão de McEntarfer após o relatório de empregos. A decisão gerou críticas de alguns que alertaram que os números futuros vindos da administração de Trump podem não ser confiáveis.
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William Beach, ex-comissário do Bureau of Labor Statistics dos EUA e diretor executivo do Fiscal Lab no Capitólio, comentou no programa “State of the Union” da CNN no domingo que estudos mostram que o BLS está fazendo um trabalho melhor agora do que há 20 ou 30 anos na estimativa inicial dos números de emprego. “Mesmo que esses números sejam revisados duas vezes mais, os dados atuais são mais precisos do que há 30 anos. Então, eu diria que a demissão é infundada. Não vejo motivo para isso”, disse Beach.
Beach também alertou que a demissão prejudica o sistema estatístico e mina a credibilidade do BLS. “Suponha que um novo comissário, homem ou mulher, seja nomeado e faça o melhor trabalho possível. Se os números forem ruins, as pessoas vão pensar que não são tão ruins quanto realmente são, por suspeitarem de influência política. Isso é prejudicial e não é o que precisamos”, concluiu.