Durante uma cerimônia no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente Donald Trump apresentou nesta quinta-feira o Conselho de Paz, com a adesão de líderes internacionais para promover um acordo duradouro na região de Gaza. Trump destacou que, com o conselho plenamente constituído, seria possível avançar em diversas iniciativas, sempre em coordenação com as Nações Unidas.
“Não se trata apenas dos Estados Unidos, mas de uma ação para o mundo inteiro”, afirmou o presidente. “Acredito que poderemos expandir isso para outras questões à medida que obtivermos sucesso em Gaza.” Ele observou que a maioria dos 59 líderes signatários é bem vista, embora alguns nem tanto, e comentou: “É assim que as coisas funcionam”.
Entre as ausências notáveis está o presidente russo Vladimir Putin, que mencionou discussões com aliados estratégicos sobre uma possível entrada. O Reino Unido ainda não integrou o grupo, citando implicações mais amplas no tratado. A secretária de Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, expressou reservas quanto à participação de Putin, apontando a falta de compromissos reais pela paz na Ucrânia.
Noruega e Suécia também declinaram, seguindo a França, que apoia o plano para Gaza mas teme que o conselho suplante a ONU como fórum principal para resolver disputas. Trump já havia sugerido que o órgão poderia tornar a ONU obsoleta, mas em Davos adotou tom mais conciliador, reforçando a parceria com a entidade internacional. Canadá e China igualmente não aderiram.









