A Rumble e Trump Media buscaram uma medida extrema contra o ministro Alexandre de Moraes, solicitando que a Justiça Federal da Flórida declare seu julgamento à revelia nos Estados Unidos. Essa ação ousada demonstra preocupação com os limites do poder judicial brasileiro e suas implicações para liberdades individuais.
Segundo a Revista Oeste, as plataformas argumentaram que o magistrado recebeu formalmente notificação sobre uma demanda legal movida contra ele em 2025, mas não apresentou resposta dentro dos prazos estabelecidos pelas regras processuais norte-americanas – um lapso de 21 dias previsto para tal. O advogado Martin De Luca ressaltou a inação do ministro como “injustificada”, acusando Moraes de tentar exercer controle sobre plataformas e expressão online nos Estados Unidos por meio de ameaças ilícitas, invocando a Primeira Emenda da Constituição Americana.
A revelia, um procedimento legal que ocorre quando uma das partes em um processo judicial negligencia responder dentro dos prazos legais estabelecidos pela Justiça, surge nesse contexto como um questionamento à atuação do STF. A Advocacia-Geral da União (AGU) se habilitou ao caso, defendendo a posição de que decisões judiciais proferidas pelo Supremo Tribunal Federal não estão sujeitas à análise ou influência de tribunais estrangeiros e que essa prática afronta o princípio da imunidade jurisdicional internacionalmente reconhecido. A AGU também destacou que Moraes estaria buscando restringir manifestações online de cidadãos norte-americanos, protegidos pela Primeira Emenda dos EUA.
O episódio expõe um embate crescente entre as instâncias judiciais brasileira e americana em relação à liberdade de expressão e ao controle do conteúdo digital – especialmente após determinação judicial da Rumble para remover conteúdos considerados ofensivos e bloquear perfis na plataforma. A decisão que resultou na suspensão da rede no Brasil, motivada pela falta de representante legal indicado pelo petista, agrava ainda mais a situação, evidenciando o potencial impacto das ações judiciais brasileiras em plataformas globais como a Trump Media, utilizada por Donald Trump para comunicar sua base eleitoral e receber anúncios oficiais.









