O presidente Donald Trump afirmou, em vídeo divulgado no domingo pelo Truth Social, que os Estados Unidos vão vingar a morte de três militares americanos caídos em combate, enquanto o conflito com o Irã ganha contornos cada vez mais graves no Oriente Médio. “Como nação, lamentamos os verdadeiros patriotas que fizeram o sacrifício supremo pela nossa pátria”, declarou o presidente, estendendo condolências às famílias e desejando recuperação aos feridos.
Trump reforçou que a missão em curso é justa e que “tristemente, é provável que haja mais perdas antes do fim”. Ele prometeu “a resposta mais severa possível aos terroristas que travam guerra contra nós” e destacou que a determinação americana e de Israel “nunca esteve tão forte”. O pronunciamento foi o primeiro após os ataques conjuntos que resultaram na eliminação do aiatolá Ali Khamenei e de altos oficiais iranianos.
O presidente classificou Khamenei como responsável por “centenas, talvez milhares de mortes de americanos” e pela matança de inocentes em diversos países. Ele informou que forças dos EUA atingiram “centenas de alvos” em território iraniano, incluindo instalações da Guarda Revolucionária, sistemas de defesa aérea e ativos navais. “Nove navios iranianos foram destruídos em questão de minutos”, afirmou, garantindo que as operações prosseguirão até que todos os objetivos sejam alcançados.
Trump dirigiu um ultimato direto à cúpula militar e à Guarda Revolucionária: rendição com garantia de imunidade ou “morte certa”. A presença militar americana na região permanece maciça, com dois grupos de porta-aviões – USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford – apoiados por destróieres e cruzadores, além de mais de uma dúzia de outros navios de guerra.
Teerã prometeu retaliação. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian classificou a vingança pela morte de Khamenei como “dever legítimo” e avisou que o país “esmagará com força as bases inimigas”. O Irã já lançou mísseis e drones contra instalações americanas no Bahrein, Emirados Árabes e Iraque, embora o Comando Central dos EUA negue danos a porta-aviões.
O confronto provoca reações globais, com protestos antiguerra em cidades americanas e aumento de tensão perto de embaixadas dos EUA. Em Austin, autoridades investigam um tiroteio como possível ato terrorista. Medidas de segurança foram reforçadas em todo o território, ainda que sem ameaças específicas confirmadas.









