Gazeta do Povo / Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nesta terça-feira (24), em decorrência de acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Segundo a Gazeta do Povo, a decisão, por 5 votos contra 2, impõe uma inelegibilidade de oito anos a Castro, a partir de 2022.

A condenação, conforme reportado pela Gazeta do Povo, decorre de uma acusação que envolve a contratação de 27 mil funcionários temporários, vinculados à Fundação Centro Estadual de Pesquisa e Estatística do Rio (Ceperj) e à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que teriam atuado como cabos eleitorais na campanha de reeleição do ex-governador.

O ministro Nunes Marques foi o único a votar pela absolvição de Castro, argumentando que não foram apresentadas provas suficientes para demonstrar qualquer benefício eleitoral direto ou indireto proveniente da contratação desses funcionários. O ministro André Mendonça, por sua vez, acompanhou a relatora, Isabel Gallotti, mas ressaltou que a responsabilidade do ex-governador se limitava à sanção de uma lei estadual e à edição de um decreto.

A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, expressou sua preocupação com práticas que comprometem a ética na condução da coisa pública, enfatizando a necessidade de rigor na aplicação dos princípios constitucionais e da impessoalidade. O ex-governador Castro anunciou que pretende recorrer da decisão, conforme a Gazeta do Povo, buscando restabelecer o que ele considera um desfecho justo para o caso.

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