O vereador Eder Borges (Novo) enfrenta um Processo Ético-Disciplinar (PED) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP) da Câmara Municipal de Curitiba, motivado por um incidente ocorrido no dia 1º de abril de 2026. Segundo a Gazeta do Povo, o episódio envolveu a simulação de uma arma de fogo com as mãos durante uma sessão plenária, em um momento de alta tensão após a fala da presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), Diana Cristina de Abreu.
A corregedoria da Câmara Municipal identificou uma possível infração ética, sugerindo uma sanção de censura pública. A atitude do edil, ocorrida dentro do plenário e em contexto de evidente tensão, gerou confusão entre assessores e convidados, interrompendo a ordem do dia. Como apurou a Gazeta do Povo, a Corregedoria entendeu que o ato individualizado violou os deveres impostos pelo Código de Ética e Decoro Parlamentar, que exige respeito aos colegas, autoridades e cidadãos durante o exercício da função.
O vereador Eder Borges tem sete dias, contados a partir de terça-feira (19), para apresentar sua defesa prévia ao processo. O prazo máximo para a conclusão do PED é de 60 dias, durante os quais o Conselho de Ética, presidido pelo vereador Lórens Nogueira (PP), avaliará a situação. A substituição de Borges por seu suplente, Olimpio Araujo Junior (PL), já está em andamento.
Em sua reação ao caso, o vereador Eder Borges divulgou um vídeo em suas redes sociais, em que alega que a situação foi interpretada de forma equivocada, e que sua intenção era apenas a de registrar uma foto com representantes do sindicato. Ele criticou o que considera uma perseguição política e defendeu sua liberdade de expressão, argumentando que a esquerda se incomoda com seu posicionamento.






