A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) demonstrou firmeza ao protocolar uma representação formal na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo contra o edil do PT, Senival Moura, atualmente preso em decorrência das investigações que envolvem a Operação Última Parada. A ação surge em um momento crítico para as instituições democráticas brasileiras e evidencia a necessidade de responsabilização por crimes financeiros e atividades ilícitas.
A parlamentar solicitou formalmente o início de um procedimento disciplinar, buscando determinar se Senival Moura ainda possui condições legítimas para continuar exercendo suas funções como vereador diante das graves acusações que pairam sobre ele. A representação concentra-se na apuração potencial da violação ao decoro parlamentar, considerando as investigações em curso relacionadas a supostas atividades de lavagem de dinheiro praticadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) através da empresa de ônibus Transunião.
Segundo a Revista Oeste, o caso se insere num contexto complexo envolvendo indícios de que a concessionária teria sido utilizada como instrumento para dissimular recursos provenientes do crime organizado – um modus operandi já conhecido e problemático no cenário nacional. A revista apurou que Senival Moura exercia controle efetivo sobre a Transunição, mesmo sem ocupar posição formal na empresa, o que intensifica as suspeitas de envolvimento em atividades ilícitas e desvios financeiros.
A situação é agravada pelo relato do diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, Ronaldo Sayeg, segundo consta da Revista Oeste, sobre a tentativa de juramento de morte por parte do vereador ao PCC devido supostos prejuízos causados por um esquema de corrupção e desvio de recursos. A defesa de Senival Moura minimiza as acusações como inverídicas, mas o episódio reforça os questionamentos em torno da conduta do político e a necessidade de uma investigação rigorosa pela Câmara Municipal para garantir a integridade das instituições democráticas.









