Revista Oeste / Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master, buscou revisão da liquidação extrajudicial imposta pelo Banco Central (BC) ao TCU. A iniciativa foi formalizada através de uma petição apresentada à corte.

Segundo a Revista Oeste, a defesa de Vorcaro argumentou que a decisão de liquidação, assinada pelo então presidente do BC, Gabriel Galípolo, fora precipitada. A estratégia não visava impedir o processo de encerramento do banco.

A defesa do empresário propôs uma solução estruturada, que incluía o aporte do Fundo Garantidor de Crédito e a venda da Fictor. A Revista Oeste reportou que essa era a linha de raciocínio da equipe jurídica de Vorcaro.

Na última quarta-feira, 25, a Fictor se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a um grupo associado ao Comando Vermelho.

O Tribunal de Contas da União (TCU) removeu o sigilo dos documentos envolvidos no caso. O ministro Jhonatan de Jesus havia determinado a restrição em dezembro anterior. A solicitação de acesso aos autos foi feita pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, resultando na divulgação pública dos documentos.

A petição de Vorcaro reuniu aproximadamente sete pedidos de revisão. Entre eles, a defesa solicitou o sigilo absoluto do processo e restrições à venda de ativos pelo liquidante. Além disso, foi apresentada uma solicitação para a realização de uma inspeção no BC.

A representação que analisa a atuação do BC na tentativa de compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) é o contexto da petição. O BC havia vetado a operação em 3 de setembro. O TCU admitiu a participação de Vorcaro como interessado em 18 de dezembro.

No mesmo dia, o relator do caso determinou que o BC prestasse esclarecimentos sobre o veto à compra do Master pelo BRB. Ele também considerou a possibilidade de bloquear a venda de ativos.

O tema foi retomado em despacho de 5 de janeiro, quando o ministro reabriu a discussão sobre a restrição cautelar. Na quinta-feira, 26, o TCU comunicou que as decisões foram baseadas em critérios técnicos e processuais.

Em 24 de março, o ministro suspendeu o andamento do processo, em razão das investigações em curso no Banco Central, na Controladoria-Geral da União e na Polícia Federal.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta