O líder da base governista no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), busca o Supremo Tribunal Federal para questionar a autorização judicial que permitiu uma operação na residência do senador. A ação foi impulsionada pelo ministro André Mendonça, que concedeu luz verde à investigação conduzida pela Polícia Federal como parte da Operação Compliance Zero.
Segundo apurou a Gazeta do Povo, o alvo da ofensiva policial é acusado de ter recebido pagamentos e favores políticos em troca de apoio político ao Banco Master. A defesa do petista argumenta que as acusações são infundadas, apresentando evidências contrárias à narrativa investigativa. Wagner teria atuado no Congresso para proteger consumidores contra práticas abusivas financeiras – uma clara oposição à “Emenda Master” defendida pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A defesa de Jaques Wagner ressalta que a apreensão de mais de US$ 55 mil e €33mil em dinheiro, juntamente com relógios de luxo na residência do petista, possui origem legítima. A maior parte dos valores é proveniente de diárias oficiais pagas pelo Senado durante viagens internacionais para missões diplomáticas – um detalhe que a defesa insiste ser comprovado.
O advogado Pablo Domingues afirmou em comunicado que o Ministério Público Federal agiu precipitando-se na apreensão, e espera que o STF corrija os erros da investigação e assegure a tranquilidade de Jaques Wagner diante das acusações levantadas contra ele, evidenciando uma preocupação com possíveis interferências políticas no andamento do processo.









