O senador Jaques Wagner (PT-BA) admitiu ter mantido contato com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, mas negou que essa proximidade tenha envolvido qualquer favorecimento ou transação comercial. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o petista detalhou encontros com Daniel Vorcaro e a negociação da compra de um apartamento destinado à filha, além de criticar as ações da Polícia Federal na operação Compliance Zero.
Segundo Wagner, a investigação foi conduzida de maneira teatral e espetacularizada, reminiscentemente do Operação Lava Jato, levando-o a questionar o papel do chefe da PF e do ministro André Mendonça no caso. O parlamentar ressaltou que Lula também lhe perguntava repetidamente sobre possíveis envolvimentos com o Banco Master, mas ele insistia na ausência de qualquer relação comercial ou interesse pessoal.
De acordo com Wagner, a situação era “nebulosa”, como admitiu, e se concentrava em valores altos – R$ 3,5 milhões –, sem que houvesse evidências concretas de irregularidades envolvendo o próprio senador. Ele enfatizou que a Polícia Federal estava construindo uma narrativa tendenciosa para justificar as investigações, buscando um indício onde não existia, como apontou a Revista Oeste em sua reportagem sobre o caso.
O petista detalhou que o apartamento destinado à filha era pretendido como presente e nunca se tornou parte de seu patrimônio, negando qualquer intenção de corrupção ou uso ilícito do imóvel. Wagner também disse desconhecer as particularidades dos pagamentos realizados pelo Banco Master para a empresa da sócia de sua nora, deixando essa questão ao exclusivo conhecimento da Polícia Federal – instituição que, na visão do senador, estava exageradamente focada em detalhes sem relevância substancial.









