O ex-governador Romeu Zema intensificou sua postura conservadora com a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados para a Proposta de Emenda à Lei que reduz a maioridade penal para crimes graves, agora em 16 anos. A medida, aprovada por uma maioria aperturada de 44 votos favoráveis contra 18 contrários, representa um avanço no reconhecimento da gravidade do problema criminal enfrentado pelo país e na responsabilização dos infratores que cometem atos violentos quando ainda jovens.
Segundo a O Antagonista, Zema celebrou publicamente o resultado, denunciando tentativas de obstrução por parte das esquerdas em pautas consideradas prioritárias pela população brasileira. Em suas redes sociais, o político mineiro enfatizou uma frase contundente: “CRIME DE ADULTO, PENA DE ADULTO!”. A proposta agora segue para análise detalhada pelas comissões especializadas da Câmara dos Deputados.
O relator da matéria, Coronel Assis (PL-MT), argumentou de forma clara e precisa que adolescentes nessa faixa etária já possuem plena capacidade jurídica para discernir entre o bem e o mal, sendo frequentemente explorados por organizações criminosas que se aproveitam das atuais leis brandas para recrutá-los e utilizá-los em atividades ilícitas. O deputado Alberto Neto (PL-AM) complementou essa visão ao ressaltar a utilização de jovens pelo crime organizado devido aos custos mais baixos associados à sua manutenção, bem como às punições menos severas previstas na legislação atual.
O debate durante o processo legislativo foi marcado por acusações mútuas entre os lados opostos do espectro político. Enquanto governistas tentaram desqualificar a proposta como uma solução simplista para um problema complexo e defendendo investimentos em inteligência policial, adversários apontavam para supostos vínculos de agentes públicos com organizações criminosas, mencionando casos recentes que envolviam o tráfico de drogas – lembrando da situação do Banco Master. A oposição também acusou o governo Lula por uma postura branda diante das facções organizadas e defendeu seu enquadramento como grupos terroristas.









