A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira, 1º de abril de 2025, a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é acusado de participar de uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 e dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e vandalizadas em Brasília.
Apesar de uma medida cautelar que cancelou seu passaporte em outubro de 2024, Léo Índio revelou em entrevista à rádio Massa FM estar na Argentina há mais de 20 dias, usando um documento provisório. A defesa confirmou a informação após intimação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. O procurador-geral Paulo Gonet justificou o pedido de prisão preventiva pelo descumprimento da medida, que substituía a detenção: “A retenção do passaporte não evitou sua fuga, mostrando desrespeito às decisões judiciais e à lei penal.”
A Polícia Federal já havia solicitado ao STF a destruição física do passaporte de Léo Índio, pois, embora “cancelado” no sistema, ele não foi inutilizado. Enquanto isso, a advogada dele apresentou ao Supremo um documento que autoriza sua permanência na Argentina até 4 de junho de 2025, permitindo trabalho, estudos e acesso a serviços de saúde públicos. Em um vídeo, Léo Índio afirmou ter deixado o Brasil por temer prisão, o que levou Moraes a exigir esclarecimentos da defesa.
O pedido da PGR reforça a pressão sobre Léo Índio, acusado de envolvimento em eventos que desafiaram a ordem democrática. Sua fuga para a Argentina, mesmo sob medidas cautelares, intensifica o debate sobre a eficácia das restrições impostas e pode influenciar decisões futuras do STF no caso, segundo a Revista Oeste.