Durante uma reunião no Palácio do Eliseu, em Paris, na sexta-feira, 28 de março de 2025, os presidentes Emmanuel Macron, da França, e Joseph Aoun, do Líbano, condenaram os ataques aéreos de Israel contra Beirute, realizados no mesmo dia. O encontro, focado em discutir reformas econômicas e esforços para estabilizar o Líbano, ocorreu em meio a uma frágil trégua entre Israel e o Hezbollah, abalada por novos bombardeios.
Macron classificou os ataques como “inaceitáveis” e uma violação do cessar-fogo, afirmando que não havia “atividade justificando” a ação israelense. “O acordo entre Líbano e Israel não foi respeitado hoje por Israel, unilateralmente, sem informações ou provas de um evento desencadeador”, declarou. Ele anunciou que telefonará ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para abordar o incidente, alertando que descumprir o cessar-fogo é “contraproducente” para a segurança de Israel. “Israel é amigo da França, o que nos permite expressar discordâncias”, disse Macron à imprensa.
Joseph Aoun, em uma coletiva conjunta com Macron, rejeitou “qualquer ataque ao Líbano ou tentativa maliciosa de retornar o país ao ciclo de violência”. Ele enfatizou a determinação libanesa em fortalecer o exército e estender o controle sobre todo o território nacional: “O que está acontecendo reforça nosso compromisso de construir nosso país e nossas forças armadas, para acabar com a violência.”
A visita de Aoun a Paris buscou apoio para estabilizar o Líbano, abalado por novos ataques que ameaçam o cessar-fogo com Israel. As críticas conjuntas destacam a preocupação internacional com a escalada, enquanto o Líbano tenta consolidar sua soberania em meio a tensões regionais, conforme reportado pelo The Jerusalem Post.