Instagram / Reprodução

No terceiro dia de sua jornada a pé pela defesa da liberdade e contra detenções consideradas arbitrárias, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) já acumulou 107 quilômetros desde a partida em Paracatu, no noroeste mineiro, rumo a Brasília. A iniciativa, lançada na segunda-feira, 19, segue pela rodovia BR-040 e deve somar cerca de 240 quilômetros em sete dias, com término previsto para o domingo, 25.

Ao entrar na área urbana de Cristalina, em Goiás, o grupo foi saudado por residentes locais com gestos de solidariedade, incluindo bandeiras, suprimentos de água e comida. Um abatedouro regional até organizou um churrasco para os caminhantes, conforme relatado pela coordenação do evento. A ação atraiu não só cidadãos comuns, mas também representantes políticos de vários estados, ampliando sua visibilidade.

Centenas se uniram ao percurso nesse estágio, com presenças notáveis como o ex-vereador Carlos Bolsonaro e os deputados Luciano Zucco (PL-RS), Sargento Gonçalves (PL-RN) e Carlos Jordy (PL-RJ), além de legisladores estaduais e municipais que aderiram progressivamente. Em meio ao cansaço acumulado, Nikolas expressou gratidão pelo respaldo popular, enfatizando que o esforço simboliza um chamado para revigorar o espírito nacional. “Apesar do desgaste, isso reflete uma causa maior, para que o Brasil se fortaleça com bases sólidas”, comentou ele, prevendo uma recepção histórica na capital.

Para esta quinta-feira, 22, o quarto dia inicia às 9h no Posto JK, em Cristalina, com meta de mais 40 quilômetros. Nikolas divulgou o ato nas redes sociais em 19 de janeiro, posicionando-o como um protesto pacífico contra as prisões ligadas aos eventos de 8 de janeiro e a detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro. “É um gesto simbólico para destacar injustiças e preservar direitos fundamentais”, explicou.

Ele traçou paralelos com as mobilizações de 2016 que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff, recordando o impacto das ruas na defesa de princípios democráticos. No primeiro dia, o deputado divulgou uma carta aberta ao público brasileiro, esclarecendo que a marcha não visa desordem, mas o exercício constitucional de locomoção e expressão. No documento, ele defende tratamento digno para presos do 8 de janeiro, citando nomes como Filipe Martins e o coronel Jorge Eduardo Naime, e reforça o caráter ordeiro da iniciativa.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta