Revista Oeste / Reprodução

A celebração de Pessach, também conhecida como Páscoa judaica, marca a recitação da história da libertação do povo hebreu da escravidão no Egito e sua jornada rumo à Terra Prometida. A festa, que ocorrerá na próxima quarta-feira, 1º, reunirá judeus de todo o mundo em torno da mesa para transmitir essa narrativa às novas gerações.

Segundo a Revista Oeste, o momento da celebração coincide com a intensa guerra entre Israel e o Irã, considerada por muitos israelenses como a mais significativa da história do país. Essa conflito, prolongada e onerosa, ressoa com o espírito libertário inerente à festividade.

Desde o início da ofensiva, em 28 de fevereiro, Israel adotou medidas de contenção, restringindo a circulação da população a áreas protegidas contra mísseis, como bunkers e estacionamentos subterrâneos. Os aeroportos operam com capacidade reduzida, com parte da população isolada dentro do país e outra, igualmente isolada, fora.

A movimentação da população está restrita a áreas que têm proteção antimísseis — como bunkers ou estacionamentos subterrâneos — nos arredores. Os aeroportos estão praticamente inoperantes: parte da população está “presa” dentro de Israel, enquanto a outra está “presa” fora. Há uma certa sensação de claustrofobia. Ironicamente, o Egito tornou-se uma rota de saída e de entrada para viajantes israelenses, que se deslocam por terra até os aeroportos de Taba ou Ácaba.

A mística judaica interpreta esses momentos de estreitamento como uma fase necessária para a concretização de grandes transformações. Conforme a Bíblia relata, os hebreus sofreram agravamento de suas condições sob o faraó, enquanto os bebês, durante o parto, enfrentam a dificuldade da passagem pelo canal vaginal.

A atual guerra também se conecta à passagem do Estreito de Ormuz, um ponto crucial nesse processo. A coincidência de datas, como a celebração de Simchat Torá e o resgate do refém Ran Gvili, com eventos históricos da história judaica, reforça essa conexão.

A festividade de Pessach, que ocorre no início da primavera em Israel, simboliza um renascimento e renovação, refletindo a jornada coletiva do povo judeu. A celebração não é isenta de expectativas, com a crença de que a libertação do Irã trará um novo horizonte para Israel, enfraquecendo grupos como Hezbollah, Hamas e milícias xiitas.

A situação atual, focada em recursos energéticos e com implicações globais, intensifica ainda mais essa sensação de “estreitamento”, como no processo de parto, onde não há retorno. A liberação do Estreito de Ormuz é vista como uma questão iminente, aguardando a ação de líderes determinados.

A Revista Oeste revelou que, diante dos desdobramentos da guerra, o líder do Hamas, Yahya Sinwar, responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2023, deve estar em situação de desespero. Além disso, a formação de uma coalizão pró-Ocidente entre países árabes, que antes se recusavam a reconhecer Israel, demonstra o fracasso da tentativa iraniana de transformar o conflito em uma guerra global.

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