Gazeta do Povo / Reprodução

O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), reapareceu como um concorrente à vaga do governo do Paraná, utilizando um evento de incentivos fiscais e econômicos para a revitalização do centro da capital como palco para sua candidatura. Ele compartilhou o momento com o atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), que atuou como vice durante os dois mandatos anteriores de Greca na cidade.

Conforme apurou a Gazeta do Povo, a estratégia de Greca se intensifica diante da indecisão do governador Ratinho Junior, que, segundo informações, está adiando a escolha de seu sucessor na tentativa de postergar a definição até as convenções partidárias em agosto. O ex-prefeito, anteriormente secretário de Desenvolvimento Sustentável do governador, declarou sua intenção de “atravessar a praça”, referindo-se à Praça Nossa Senhora de Salete, localizada entre os Palácio Iguaçu e o Palácio das Araucárias.

Greca ressaltou que compreende a cautela de Ratinho Junior na construção da chapa, dada a complexidade das circunstâncias. Ele expressou sua ambição de concorrer com o apoio dos paranaenses, mencionando o desejo de contar com o apoio do governador Carlos Massa Ratinho Junior, que havia oferecido a vaga de vice após sua migração para o MDB.

O prefeito Eduardo Pimentel avaliou como “natural” o tempo de análise do grupo governista, destacando que o calendário político ainda permite a definição do candidato no momento adequado, sem pressa. Ele enfatizou que a convenção partidária, em agosto, é o marco para a escolha, e que a definição antecipada facilitaria o debate com potenciais adversários.

Pimentel citou nomes como o secretário Guto Silva (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), e o próprio Rafael Greca como figuras competitivas para a disputa pelo Palácio Iguaçu. O prefeito reiterou seu foco na atuação política, ao lado do governador e dos prefeitos, para garantir a continuidade do PSD na gestão estadual.

Ele reforçou a importância do diálogo entre os três para a formação de uma chapa sólida para o governo e para as duas vagas ao Senado, visando manter o legado do partido. Pimentel também descartou a possibilidade de concorrer ao governo estadual, concentrando seus esforços no apoio à definição do nome que representará o PSD nas eleições.

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