O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que alguns de seus ministros utilizam seus cargos para fins de enriquecimento pessoal. Segundo a Revista Oeste, o pré-candidato do Novo à Presidência classificou a Corte como um “superior balcão de negócios”.
A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa Canal Livre, transmitida no domingo, 3. Zema argumentou que a permanência de determinados membros do STF se tornou insustentável, e que o impeachment de magistrados deveria ocorrer naturalmente quando a confiança na instituição for perdida pela população.
O político mineiro atribuiu os “absurdos” cometidos no Judiciário à crise institucional que assola o país. Zema propõe uma reforma drástica no processo de indicações para o STF. Ele defende um limite de 15 anos para o tempo de atuação dos ministros e uma idade mínima de 60 anos para os indicados.
A proposta, conforme reportado pela Revista Oeste, altera o poder de escolha do presidente da República, transferindo a responsabilidade para uma lista conjunta do Superior Tribunal de Justiça e do Ministério Público Federal. Zema citou a Alemanha como modelo de sistema judicial mais eficiente que o brasileiro.
A pesquisa AtlasIntel recente indica que Zema figura empatado com Lula e Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno. Em Minas Gerais, o ex-governador possui 52% de aprovação, de acordo com dados da Quaest. Zema negou que as críticas ao STF comprometam sua estratégia eleitoral.
O pré-candidato enfatizou sua falta de orgulho na atual composição do tribunal, ressaltando a necessidade de uma “limpeza” na Corte para que o brasileiro possa recuperar o respeito pelo Estado. Zema continua sua campanha com foco em pautas de austeridade e no combate à corrupção em todos os níveis de governo.









