Reprodução/Site Casa Branca

Donald Trump, em uma jogada inesperada, sugeriu a inclusão do Irã nos Acordos de Abraão, reconfigurando o cenário diplomático do Oriente Médio. A proposta, divulgada na rede social Truth Social na segunda-feira, 25, visa ampliar a normalização entre Israel e nações islâmicas, além de integrar o Irã ao arranjo regional.

Segundo a Revista Oeste, o presidente norte-americano defendeu que todos os países participantes das negociações sobre o programa nuclear iraniano deveriam assinar obrigatoriamente os Acordos de Abraão. A exigência se dirigia especificamente à Arábia Saudita, Catar, Turquia e Paquistão, que já fazem parte dos acordos. Trump acredita que essa medida transformaria um eventual entendimento com Teerã em um evento “muito mais histórico”.

A grande surpresa, no entanto, foi a inclusão da possibilidade de o Irã, historicamente um rival de Israel e dos Estados Unidos, ser integrado ao acordo. O presidente norte-americano expressou que tal iniciativa seria motivo de “honra” para os países envolvidos, e que ficariam “honrados” assim que o documento fosse assinado, com a República Islâmica do Irã como parte dos Acordos de Abraão. “Uau, isso seria algo especial”, comentou.

Os Acordos de Abraão, formalizados em 15 de setembro de 2020 como mediados pelos Estados Unidos, visaram a normalização das relações entre Israel e países como Emirados Árabes Unidos e Bahrein. O acordo entre Israel e Emirados Árabes Unidos, estabelecido em 15 de setembro de 2020, representou a primeira relação diplomática entre Israel e um país árabe desde 1994. Posteriormente, em 2 de fevereiro de 2023, Israel e Sudão firmaram relações, embora a situação política no Sudão tenha causado atrasos no processo.

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