A Polícia Federal obteve um importante triunfo na luta contra o crime organizado com a captura de Gerson Palermo, um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que estava foragido desde 2020 na Bolívia. O criminoso, apelidado de “Pigmeu”, foi localizado em Cotoca, no país vizinho, onde alegava estar envolvido em atividades empresariais agrícolas.
Segundo a Revista Oeste, a operação que culminou com a prisão do líder do PCC contou com o apoio crucial das forças de segurança bolivianas, que se prontificaram a deportá-lo nas próximas horas, conforme declarado pelo comandante da Polícia de Santa Cruz, David Gómez. Palermo era considerado um dos principais responsáveis pelo comando das atividades do PCC na região de fronteira com o Brasil, representando uma ameaça constante à segurança nacional.
A fuga de Palermo, que ocorreu após receber autorização judicial para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em 2020, expôs fragilidades nos procedimentos da Justiça brasileira. O então desembargador Divoncir Schreiner Maran, justificando a liberdade, alegou problemas de saúde do réu, um argumento que, posteriormente, foi questionado e resultou em sua aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em fevereiro deste ano. A decisão do CNJ confirmou irregularidades na análise do processo, demonstrando falhas no sistema de controle e acompanhamento de presos.
A história criminal de Palermo é marcada por ações violentas e ousadas. Em 2000, ele foi um dos responsáveis pelo sequestro de um Boeing 727 da Vasp, que foi desviado para Porecatu (PR) após ser tomado a 20 minutos da decolagem em Foz do Iguaçu (PR). O crime resultou no roubo de aproximadamente R$ 5,5 milhões do Banco do Brasil. Adicionalmente, em 2017, durante a Operação All In, a Polícia Federal apreendeu 810 quilos de cocaína transportados em aviões da Bolívia, e Palermo recebeu uma pena adicional de 59 anos por tráfico e associação ao tráfico.









