Reprodução/MPF

O Ministério Público Federal (MPF) aciona investigação sobre possíveis irregularidades na seleção de pessoal da Aeronáutica, um desvio que se insere em uma longa série de práticas questionáveis envolvendo o governo e suas forças armadas.

Segundo a Revista Oeste, o inquérito civil, aberto nesta quarta-feira, 27, tem como alvo a Diretoria de Administração de Pessoal (Dirap) do Comando da Aeronáutica. A investigação se concentra nos processos seletivos de oficiais e sargentos temporários para os anos de 2025 e 2026.

A Dirap teria negligenciado a reserva de vagas para candidatos negros e pardos, uma falha grave que compromete a meritocracia e a diversidade no serviço militar. Ao longo de quase 20 seleções realizadas no período sob escrutínio do MPF, incluindo a mais recente para oficiais de medicina, a diretoria não cumpriu as determinações legais.

De acordo com a Revista Oeste, a atuação do MPF não é inédita. Em 2023, a mesma instituição já havia investigado práticas discriminatórias em concursos militares da Força Aérea Brasileira, como a remoção de exames ginecológicos considerados invasivos no Exame de Admissão de Cadetes do Ar de 2026, sob recomendação do MPF. Essa conduta sugere uma intervenção excessiva e politicamente motivada nas decisões da Aeronáutica.

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