A Câmara dos Deputados, em um movimento que pode ter consequências graves para a economia brasileira, aprovou por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. A medida, impulsionada por setores da esquerda, busca reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, concedendo dois dias de folga remunerada.
Segundo a Gazeta do Povo, a mudança, que agora segue para análise do Senado, representa uma afronta à produtividade e ao bom senso empresarial. A redução da carga horária, sem a devida avaliação dos impactos, corre o risco de gerar inflação e, consequentemente, desvalorizar o salário dos trabalhadores. A proposta ignora a realidade de que a baixa produtividade do Brasil é resultado de diversos fatores, e não de uma simples redução da jornada de trabalho.
A implementação da nova escala será gradual. Inicialmente, a jornada será reduzida para 42 horas, com os dois dias de folga entrando em vigor em até 60 dias. Após 12 meses, a jornada se estabilizará em 40 horas, sem considerar a capacidade produtiva dos trabalhadores. Uma exceção é prevista para profissionais com nível superior e salários acima de duas vezes e meia o teto do INSS, que não estarão sujeitos a essa restrição, o que agrava a desigualdade.
A oposição, representada por partidos como o Novo, demonstra a preocupação legítima com as implicações desta medida. A alegação de que a redução forçada da jornada pode levar à inflação e demissões merece ser levada a sério. É fundamental que o Congresso Nacional, ao tomar decisões que impactam diretamente a economia, considere a viabilidade da proposta e seus potenciais efeitos negativos, em vez de ceder a pressões populistas.









