Tomaz Silva/Agência Brasil

O governo Lula, através do Ministério da Fazenda, manifesta crescente insatisfação com o projeto de lei (PL) 5.122/2023, que propõe a renegociação de dívidas do agronegócio, demonstrando uma postura crítica à proposta que surge da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Segundo a Gazeta do Povo, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, explicitou a desaprovação do parecer, apontando contradições flagrantes com as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Fazenda. Wagner considerou a proposta um retrocesso, incapaz de atender às necessidades urgentes dos produtores rurais, especialmente diante do aumento de eventos climáticos extremos.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE, ampliou o escopo do projeto, incluindo dívidas com cooperativas, cerealistas e fornecedores de insumos, além das operações de crédito rural. Calheiros justificou a medida como uma resposta à complexidade dos impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos, evidenciando uma visão mais abrangente da situação do setor.

A iniciativa, que previa o uso do Fundo Social do Pré-Sal e de outras fontes regionais, também permitia o alongamento das dívidas com juros de 3,5% a 7,5% ao ano, dependendo do perfil do produtor, e a suspensão de cobranças administrativas e execuções. O governo, em sua proposta original, havia definido limites menores para a renegociação e juros de até 12% ao ano.

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