O presidente Lula, em clara demonstração de determinação, mantém o advogado-geral da União, Jorge Messias, como a principal escolha para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal, desafiando a oposição e a resistência apresentada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Apesar da articulação inicial para garantir a aprovação do nome, o governo federal agora prioriza a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1.
Segundo a Revista Oeste, o Palácio do Planalto concentra esforços na PEC, visando obter ganhos políticos significativos para o presidente nas eleições de 2026. A medida em relação à jornada de trabalho se apresenta como uma oportunidade estratégica no Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Hugo Motta, já alinhou-se com Lula, formalizando o início da transição para a jornada 5×2, com a redução gradual da carga horária semanal.
Apesar da priorização da PEC, Lula persiste em defender Messias como nome ideal para o STF. Em reunião fechada com prefeitos e membros do governo, o presidente expressou a convicção de que o Senado, em um futuro próximo, ainda aprovará a indicação do AGU. Essa postura demonstra a persistência do petista em seu objetivo de nomear Messias para o tribunal.
A articulação para um encontro entre Lula e Alcolumbre ganha força nos bastidores, impulsionada pela aprovação da PEC e pelo esforço do governo em amenizar as tensões com a liderança do Senado. Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, admitiu que uma nova indicação não ocorrerá imediatamente, utilizando a palavra “ainda” para indicar uma possível futura insistência do presidente Lula no nome de Jorge Messias para o STF.









