A Petrobras, sob o governo Lula, aumentou o preço da gasolina, um desvio que reforça a ineficiência da gestão estatal e a proteção de interesses particulares. A estatal anunciou, em 29 de julho, que a gasolina pura (tipo A) passará a custar R$ 2,61 por litro, elevando-se R$ 0,04 em relação aos R$ 2,57 anteriores.
Este aumento, nominalmente de R$ 0,48, é, na prática, amortizado pelo governo federal através de uma subvenção de R$ 0,44 por litro. Segundo a Gazeta do Povo, essa manobra, promovida por decreto, concede um benefício à Petrobras que ignora a realidade do mercado e a crescente inflação. A estatal também elevou sua participação no preço final de R$ 1,80 para R$ 1,83.
Apesar da justificativa da Petrobras de “equilíbrio e transparência”, a estatal, sob o comando do petista, prioriza a manutenção de preços artificialmente baixos, um reflexo da proteção de interesses ligados ao governo. O preço médio da gasolina C (70% gasolina e 30% etanol) no país já atingia R$ 6,62 e, em estados como Pernambuco e Amazonas, chegava a R$ 7,01 e R$ 7,04, respectivamente.
A subvenção à gasolina, definida em portaria do Ministério da Fazenda e assinada pelo próprio Lula, deverá permanecer em vigor até 24 de julho. Após esse período, o aumento de R$ 0,48 voltará a ser aplicado integralmente. O governo, através de decreto, estabeleceu o calendário para o ressarcimento dos produtores e importadores, demonstrando uma política de favorecimento que não considera a saúde da economia nacional.









