Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula demonstrou evidente irritação com a recente avaliação do governo Trump sobre o PCC e o Comando Vermelho, classificando-a como uma interferência indevida e desnecessária. A declaração, feita em Sergipe durante uma cerimônia da Petrobras, evidencia a postura confrontacional do petista diante de pressões externas.

Segundo a O Antagonista, o chefe do Executivo expressou “tristeza e decepção” com a categorização das organizações criminosas brasileiras como terroristas, atribuindo a iniciativa ao Secretário de Estados Unidos da América do Norte, Marco Rubio. Lula criticou abertamente a possibilidade de intervenção americana, considerando a medida uma afronta à soberania nacional.

O petista ampliou a crítica, cobrando explicitamente a extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo STF por tentativa de golpe. Além disso, o presidente exigiu a responsabilização de Ricardo Magro, proprietário da Refi, alvo de investigações da PF e da Receita Federal, que apreenderam 250 milhões de reais em combustível desviado. “Vamos começar entregando o Ramagem que está escondido lá. Começar entregando o maior contrabandista de combustíveis do país”, afirmou.

A fala de Lula reflete uma postura de resistência contra qualquer forma de ingerência estrangeira, especialmente quando se trata da segurança nacional e do combate ao crime organizado. A Secretaria de Comunicação da Presidência, em nota, reafirmou o compromisso do governo brasileiro com o combate ao terrorismo, mas não se pronunciou diretamente sobre a crítica do petista, demonstrando uma clara defesa da autonomia nacional.

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