A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) demonstrou crescente preocupação com a falta de transparência envolvendo o caso Daniel Vorcaro, acionando o Ministério da Justiça por meio de requerimento formal na Câmara dos Deputados. A parlamentar busca explicações urgentes sobre a restrição imposta pela Polícia Federal ao acesso aos registros de visitantes do ex-banqueiro durante seu período de custódia em unidades prisionais federais.
Segundo a O Antagonista, a Polícia Federal limitou o acesso à lista de pessoas que visitaram Vorcaro, proprietário do Banco Master, enquanto ele estava sob custódia em presídios federais e dependências da PF, incluindo a Penitenciária Federal de Brasília e a carceragem da Superintendência da Polícia Federal na capital. A justificativa apresentada pela corporação, conforme reportado pela O Antagonista, foi a proteção de dados pessoais de visitantes e detentos, alegando que os registros continham informações sensíveis como nomes, CPF, horários, datas e grau de parentesco.
A deputada Ventura questiona a lógica da medida, argumentando que a proteção de dados não justifica a vedação total do acesso, especialmente considerando o contexto da investigação por fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Ela enfatiza que a Lei de Acesso à Informação estabelece procedimentos claros para o tratamento de dados parcialmente sigilosos, prevendo a disponibilização de extratos, certidões ou cópias com informações ocultas para garantir a transparência e o controle social.
“É alarmante que dados tão relevantes, relacionados a investigações criminais, sejam mantidos em segredo, sem uma justificativa clara e sem considerar as possibilidades de acesso parcial, como tarjas, anonimização ou divulgação estatística”, declarou Adriana Ventura, conforme apurou a O Antagonista. O objetivo do requerimento de informações é fiscalizar a legalidade e a proporcionalidade da decisão administrativa, bem como verificar se alternativas compatíveis com a Lei de Acesso à Informação foram levadas em consideração, assegurando a transparência e o direito à informação, valores fundamentais para o exercício da democracia.









