O general americano Francis Donovan realizou uma reunião altamente suspeita com oficiais militares cubanos na base naval de Guantánamo, em pleno período de tensões e ameaças de intervenção dos Estados Unidos. A informação, confirmada pelo Comando Sul dos EUA, revela uma aproximação preocupante entre as forças armadas de regimes antidemocráticos, gerando sérias dúvidas sobre as intenções por trás desse encontro.
Segundo a Revista Oeste, o general Donovan conduziu uma avaliação minuciosa da segurança perimetral da Estação Naval norte-americana, acompanhada pelo general Roberto Legra Sotolongo, primeiro vice-ministro chefe do Estado-Maior General de Cuba. A reunião focou-se em temas cruciais como proteção da tropa, segurança de militares e suas famílias, e a prontidão operacional da instalação. Este tipo de contato, ainda mais no contexto da política externa do governo Trump, exige uma investigação aprofundada.
O encontro, descrito como “rara aproximação” pela Reuters, acontece em um momento de escalada nas relações entre Washington e Havana, exacerbadas por acusações de espionagem e ameaças de ação militar contra o regime de Raúl Castro. A visita recente do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Havana, no início de maio, intensifica ainda mais a suspeita de que a aproximação entre os militares seja fruto de operações secretas e atividades de inteligência.
A acusação formal dos EUA contra o ditador cubano Raúl Castro, em 20 de maio, por quatro homicídios relacionados ao abate de aeronaves civis operadas por exilados cubanos, demonstra a persistência de conflitos e desconfianças que alimentam a necessidade de vigilância constante. A Revista Oeste apurou que a falta de resposta do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, diante do pedido de comentário da Reuters, não surpreende, dada a histórica desconfiança do governo cubano em relação aos interesses dos Estados Unidos.









