O ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou detalhes preocupantes sobre a atuação do ministro Luiz Fux no STF, indicando que o magistrado buscou uma solução rápida para o Banco de Brasília (BRB) sob influência direta do Poder Judiciário.
Segundo Durigan, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Fux solicitou celeridade no processo de salvamento do banco, com o objetivo de evitar a insolvência do BRB, o que impossibilitaria o pagamento de decisões judiciais. O ministro da Fazenda enfatizou que a preocupação central não era a origem dos depósitos, mas sim a “autoridade do Judiciário que poderia estar em questão”, como relataram.
De acordo com a Gazeta do Povo, estimativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que tribunais de justiça estaduais manteriam depósitos de R$ 30 bilhões no BRB. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) lidera essa lista, com depósitos que ultrapassam os R$ 5 bilhões. Essa situação, segundo Durigan, representa um risco significativo, pois a falência do banco comprometeria o pagamento de obrigações judiciais.
O governo do Distrito Federal (GDF) conseguiu, por meio de um acordo com o governo federal, a obtenção de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com garantia de um consórcio de bancos públicos e privados. Este acordo, que prevê o uso de até 16% da receita corrente líquida do Distrito Federal, possibilitou a manutenção do banco. No entanto, o GDF permanece impedido de realizar concursos públicos ou conceder aumentos salariais enquanto o empréstimo não for totalmente quitado.









