O Brasil se encontra em uma encruzilhada perigosa, com a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas ameaçando a economia e a reputação do país. Segundo a Gazeta do Povo, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski alerta para um cenário alarmante, onde o país corre o risco de ser marginalizado na comunidade internacional.
Lewandowski argumenta que a designação de terroristas por uma nação, como os EUA, gera um impacto imediato nos investimentos estrangeiros. A simples presença de organizações criminosas consideradas terroristas assusta os investidores, elevando o custo de operar no Brasil e expondo a economia a riscos consideráveis. A consequência direta é a potencial aplicação de sanções criminais, além das já existentes administrativas e fiscais, para empresas que possuam qualquer relação, direta ou indireta, com essas facções.
A declaração do ex-ministro ecoa as preocupações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que reconhece a possibilidade de Washington impor sanções discricionárias a bancos, fundos de investimento, fintechs e até mesmo ao sistema Pix. Como apurou a Gazeta do Povo, essa discricionariedade representa uma ameaça direta ao sistema financeiro nacional, que pode ser alvo de ações punitivas caso os EUA considerem que instituições financeiras estão sendo utilizadas por essas organizações criminosas.
O governo Durigan busca, no entanto, minimizar os impactos, prometendo apoio às empresas e setores afetados, comparando a situação ao suporte oferecido durante o “tarifaço” imposto pela administração Trump. Contudo, a gravidade da situação exige uma resposta mais firme e assertiva, visando proteger os interesses nacionais e evitar que o Brasil se torne um “pária internacional”, como temeu Lewandowski.









