O governo do Rio de Janeiro, em mais um ato de interferência, cassou o registro estadual da Refit, refinaria controlada por Ricardo Magro. A Secretaria de Fazenda, sob a direção do governo, alterou o cadastro da empresa para “impedida”, efetivamente extinguindo o registro de 1977.
A medida se oficializou com a desativação do CNPJ da companhia pela Receita Federal, um reflexo da inércia estatal e da incapacidade de gestão. A Refit, já em recuperação judicial há mais de uma década, encontra-se sob intensa pressão, com investigações da Polícia Federal revelando um esquema de fraudes fiscais e desvios que podem ter causado prejuízos de até R$ 52 bilhões ao erário. Como apurou a O Antagonista, a operação Sem Refino, iniciada em maio, expõe irregularidades que envolvem o setor de combustíveis.
A situação se agrava com o status de foragido de Ricardo Magro, que permanece fora do Brasil há pelo menos uma década, possuindo residência nos Estados Unidos e cidadania portuguesa. A inclusão do nome de Magro na lista vermelha da Interpol, como resultado de mandado de prisão expedido pela Polícia Federal, demonstra a gravidade das acusações e a busca incessante das autoridades. O ex-governador Cláudio Castro também não escapou das investidas, com decisão do ministro Alexandre de Moraes autorizando bloqueios de ativos financeiros e suspensão das atividades econômicas de empresas envolvidas, evidenciando o uso excessivo e questionável do STF.
O governo fluminense, liderado pelo governador em exercício Ricardo Couto, agora busca desapropriar o terreno onde a refinaria está instalada, envolvendo o ministro da Justiça Wellington Lima e Silva. A proposta, que depende da articulação entre os governos estadual e federal, representa uma tentativa de solucionar os problemas da Refit, que, segundo o Ministério Público do Rio, não conseguiu se recuperar após mais de uma década sob recuperação judicial, com suas dívidas continuarem a crescer.









