A frase é da Paulinha, uma querida amiga, e sempre me arranca uma gargalhada sincera. Afinal, todos nós permitimos algum nível de intimidade com algumas ou várias pessoas além daquela com quem escolhemos dividir o leito — e bons amigos sempre toleram um grau de desrespeito entre si.
Essa, aliás, é uma das coisas mais saudáveis em uma boa amizade. Já pensou que coisa chata seria se até a relação com nossos amigos fosse protocolar e cheia de formalidades? Nada melhor do que sacanear o amigo que torce para um time (sempre) pior do que o seu. Ou então fazer troça com situações de dificuldade, às vezes até trágicas… coisas que só bons amigos são capazes de fazer.
O próprio diminutivo no nome da minha amiga citada há pouco carrega uma certa dose de ironia. Paula é uma “polaca” quase da minha altura (tenho mais de 1,8 m).
Durante a gravação de um debate entre cristãs e feministas no canal RedCast, Duda foi vítima de um dos mais flagrantes casos de assédio sexual da história da internet brasileira. Tenho certeza de que o leitor bem informado viu a repercussão desse caso, de modo que vou nos poupar de reproduzir as falas abjetas que foram direcionadas à moça. Toda pessoa pública — políticos em especial — está sujeita a ouvir coisas desagradáveis. Faz parte do pacote. Na internet, então — o afegão médio ainda acha que a internet é terra sem lei —, a coisa é ainda pior.
Em tempos onde tanto se fala sobre igualdade entre pessoas sem distinção de cor, raça, credo ou classe social (artigo 5º da nossa tão surrada Constituição), o que mais tem ferido esse princípio e gerado toda sorte de ataques e ofensas pessoais é a questão ideológica. Não é novidade para ninguém que o Brasil está cada vez mais polarizado. Sendo esse um ano eleitoral tão importante, o cenário se torna ainda pior.









