O secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, manifesta espanto com a reação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à decisão do governo americano de classificar as maiores organizações criminosas do Brasil – Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) – como organizações terroristas internacionais. Ele considera a indignação do petista um exagero, notando que os Estados Unidos têm o direito de combater grupos que atuam em seu território, especialmente quando se trata de atividades criminosas que movimentam bilhões de dólares através do tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
Segundo Rogério Greco, as ações do PCC e do Comando Vermelho, com seu domínio de territórios e ações violentas contra populações, configuram efetivamente um ato de terrorismo. A organização dessas facções, que impõem o medo à população e inteirram a ação da justiça e das forças de segurança, não se diferencia do terrorismo religioso ou político tradicional. O secretário ressalta que milhões de brasileiros, subjugados por essas facções, compreendem a realidade do terrorismo.
Ainda em suas considerações sobre o assunto, Rogério Greco enfatiza a necessidade de uma abordagem jurídica mais assertiva para enfrentar o fenômeno, questionando a adequação da Lei Antiterrorismo de Dilma Rousseff, que surgiu de forma apressada e com limitações. Ele argumenta que a legislação atual não alcança situações cotidianas do país e que, com vetos da presidente, instrumentos importantes foram retirados da lei. A reforma dessa legislação seria fundamental para combater o problema.
O secretário destaca que a decisão de Donald Trump, de combater grupos que atuam internacionalmente, representa um exemplo a ser seguido pelo Brasil. Ele critica a falta de coragem do governo brasileiro em lidar com a crescente influência do PCC e do Comando Vermelho, que se transformaram em multinacionais do crime, controlando territórios, impondo regras e desafiando o Estado.









