A aversão de investidores estrangeiros ao Brasil atingiu níveis alarmantes, com a saída de R$ 14,1 bilhões da bolsa de valores até o dia 27 de maio. Segundo a Revista Oeste, essa fuga em massa provocou uma queda de 7,22% no Ibovespa durante o mês, um desempenho inferior apenas ao registrado em fevereiro de 2023, marcando o pior mês para o mercado acionário nacional nos últimos anos.
O desempenho negativo do Ibovespa, que fechou em 173.787,49 pontos na sexta-feira, 29, representa a sétima semana consecutiva de resultados ruins. O índice alcançou um recorde histórico de queda desde 2004, evidenciando a crescente desconfiança dos investidores em relação à economia brasileira. A instabilidade fiscal e a lentidão na redução da taxa Selic, por parte do Banco Central, somadas à má gestão das contas públicas, contribuíram significativamente para o desinteresse do capital externo.
A situação se agravou com a decisão do banco suíço UBS de alterar sua recomendação para as ações brasileiras, classificando-as como neutras, em vez de atrativas. Analistas internacionais alertam que a bolsa brasileira enfrentará dificuldades para recuperar terreno até as eleições de outubro, com o mercado preferindo destinos mais seguros e com maior potencial de retorno.
Os técnicos do Itaú BBA confirmaram a tendência de queda livre do Ibovespa, projetando uma perda ainda maior se o índice descesse abaixo dos 173.500 pontos nos próximos dias. A saída de capital se concentra em mercados mais seguros, como os Estados Unidos e a Ásia, onde empresas de tecnologia atraem investimentos, enquanto o Brasil é deixado de lado.









