O desastre nas empresas estatais federais atingiu um novo patamar, com um déficit de R$ 5,93 bilhões registrado entre janeiro e abril de 2026. Esse número alarmante supera em mais de R$ 800 milhões o rombo de 2025, consolidando uma crise financeira que se aprofunda a cada trimestre.
Segundo a Gazeta do Povo, o déficit abrange empresas como Correios, Infraero, Serpro, Dataprev e Casa da Moeda, indicando uma falência generalizada no setor. A metodologia do Banco Central, que analisa a variação da dívida das estatais, revela um cenário preocupante, já que não inclui Petrobras, Eletrobras e os bancos públicos, que tradicionalmente representam uma parcela significativa das despesas do governo.
A situação crítica dos Correios, que encerrou 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões e 14 trimestres consecutivos de resultados negativos, é um fator agravante. A necessidade de um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional demonstra a incapacidade da estatal de se sustentar, reacendendo dúvidas sobre a viabilidade de manter um setor tão vasto sob controle estatal.
O governo já antecipa resultados negativos para as estatais federais até 2030 e, inclusive, no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, admitiu que os Correios poderão necessitar de novos aportes financeiros da União. A deterioração financeira da estatal, apontada pelo próprio governo como uma das maiores preocupações do setor, exige medidas urgentes e eficazes para evitar o colapso, um cenário que certamente terá consequências ainda mais graves para a economia nacional.









