Geraldo Bubniak/AEN-PR

Apucarana, no Vale do Ivaí, busca insistentemente o selo de Indicação Geográfica (IG) para o boné, produto que domina a indústria local e, consequentemente, impulsiona o emprego na região. O Sebrae e a Prefeitura formalizaram um contrato para este fim, um movimento que visa, de forma evidente, proteger e fortalecer um setor que, como apontam dados, concentra 80% da produção de bonés no mercado interno do Brasil.

Segundo a Gazeta do Povo, o projeto prevê a formação de pelo menos 60 fábricas da cidade – um terço da indústria boneleira local – através de treinamentos e metodologia específica. O investimento de R$ 120 mil, provindo da Prefeitura, visa a capacitação da mão de obra, um passo crucial para garantir que a produção esteja em conformidade com os padrões exigidos para a obtenção do selo.

O município já ostenta o título de “Capital Nacional do Boné”, conferido pela Lei Federal nº 12.285/2010, e concentra mais de 600 indústrias boneleiras. Essa produção, que gera 7 mil empregos diretos e 9 mil indiretos, representa 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Apucarana, gerando anualmente R$ 300 milhões. O prefeito Rodolfo Mota (União Brasil) vê nesse reconhecimento um avanço para a expansão do mercado externo, como Europa, Estados Unidos e América Latina.

A obtenção do selo de Indicação Geográfica, como defendem líderes do setor, representa uma validação da qualidade e identidade do produto, com potencial para elevar o valor agregado da produção. Elizabete Ardigo, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), ressalta que o selo oferece proteção, competitividade e valorização de mercado, elementos cruciais para o desenvolvimento econômico da cidade e para a manutenção da tradição local.

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