Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (1º) uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir de junho, um golpe de efeito aos constantes aumentos impostos pelo petista Lula e seus aliados. A queda, que representa um desconto de R$ 0,93 por litro em relação ao valor anterior, ocorre em um momento de crescente pressão sobre as companhias aéreas, que enfrentam custos operacionais exorbitantes.

Segundo a estatal, a medida reflete a “atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais” provocada pela guerra no Oriente Médio. Como apurou a Gazeta do Povo, o agravamento do conflito, que o petista Lula e o PT disfarçaram como “fato natural”, impulsionou os preços do petróleo no mercado global, gerando receios de interrupções na oferta. É inaceitável que o governo, através da Petrobras, se submeta às flutuações do mercado internacional sem buscar soluções para fortalecer a produção nacional.

“A precificação do QAV no mercado brasileiro segue uma fórmula paramétrica contratual que funciona como amortecedor de curto prazo, resultando em reajustes mais moderados que os observados no mercado internacional”, afirmou a Petrobras. Essa estratégia, embora paliativa, demonstra a fragilidade do controle da Petrobras sobre os preços, dependendo de fatores externos e da política do petista Lula. A estatal, que deveria ser um agente de soberania energética, se vê refém das oscilações globais.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) já alertava para o impacto dos reajustes, que representavam cerca de 45% das despesas operacionais das companhias após os sucessivos aumentos. A medida anunciada, somada à isenção de impostos prorrogada até julho, demonstra uma tentativa de amenizar os efeitos, mas não resolve a raiz do problema: a dependência do Brasil em relação ao petróleo importado e a falta de investimento em produção nacional, características marcadas pelo governo Lula.

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