O ministro Gilmar Mendes alertou para um perigo iminente: o uso descontrolado da inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026, expressando uma profunda preocupação com o potencial de abuso dessa tecnologia. Segundo a O Antagonista, o jurista considerou que já se observa um “uso e abuso” da IA, demonstrando um cenário que demanda intervenção.
Em entrevista no 14° Fórum de Lisboa – o “Gilmarpalooza” – o ministro manifestou sua inquietude com a capacidade da IA de manipular informações e influenciar a opinião pública. Ele ressaltou que o Congresso, através do presidente Hugo Motta, está acompanhando de perto a questão, evidenciando a necessidade de regulamentação urgente. O temor é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o próprio STF sejam acionados para lidar com os possíveis abusos.
O ministro Gilmar Mendes expressou otimismo quanto à capacidade do Brasil em regular o uso de redes, destacando que o país se tornou um polo de vanguarda nesse campo. Ele espera que a regulação, em conjunto com o diálogo com as “big techs”, crie um ambiente propício para o pleito eleitoral, evitando a desatualização da legislação.
Adicionalmente, o ministro Alexandre de Moraes, em outra fala no mesmo evento, criticou a coleta indiscriminada de dados dos usuários da internet pelas grandes empresas de tecnologia, as “big techs”. Moraes enfatizou que, na “ingenuidade” de acreditar na neutralidade das redes sociais e na aleatoriedade dos algoritmos, a sociedade permitiu uma manipulação sistemática. O ministro considerou que as empresas criaram o “maior banco de dados da humanidade”, utilizando a IA para realizar uma “lavagem cerebral” através de bolhas informativas, citando a analogia do Papa Leão XIV. Diante desse cenário, Moraes defendeu a regulação da atividade das “big techs”, argumentando que a falta de neutralidade dessas empresas representa uma ameaça à liberdade de expressão.









