Karina Gama, uma figura central na produção do filme “Dark Horse”, que celebra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, se vê agora sob o olhar crítico da Polícia Civil de São Paulo. A operação, que investiga o uso irregular de recursos públicos da prefeitura de São Paulo, expõe uma teia de empresas e associações que, a partir de 2020, começaram a receber contratos e emendas parlamentares, impulsionadas pelo contato com o deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Segundo a O Antagonista, a empresária administra ao menos seis organizações, incluindo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a Academia Nacional de Cultura (ANC), a Conhecer Brasil Assessoria Produção e MKT Cultural e a produtora Go Up, responsável por “Dark Horse”. A complexa estrutura, com sede em um escritório virtual na avenida Paulista, levanta sérias questões sobre a utilização de recursos públicos para fins eleitorais e o direcionamento de contratos para empresas ligadas ao bolsonarismo.
A operação policial, motivada por um chamamento público da Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões para a instalação de wi-fi em comunidades de baixa renda, demonstra a necessidade de rigor na fiscalização de gastos públicos e a importância de investigar irregularidades que possam comprometer o dinheiro dos cidadãos. A ligação com figuras como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, intermediada por Mario Frias, acentua o caráter suspeito das transações e a necessidade de apuração completa dos fatos.
A declaração de Mario Frias, que nega qualquer irregularidade, é, no mínimo, questionável diante da complexidade da estrutura e do fluxo de recursos investigado. A situação de Karina Gama, que não possui imóveis registrados em São Paulo e cujo contrato de compra de residência em Santana de Parnaíba terminou em ação judicial, evidencia a necessidade de uma investigação transparente e rigorosa para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.









