O governo Lula, mais uma vez, abre portas para práticas que ferem a soberania nacional, desta vez facilitando a importação de componentes essenciais para a produção de uma caneta emagrecedora, o Ozivy. Segundo a Revista Oeste, o petista autorizou a isenção de impostos sobre 30 milhões de unidades de materiais plásticos e agulhas utilizados na fabricação do medicamento, provenientes majoritariamente da China.
A medida, concedida em agosto do ano passado, foi resultado de pressão da EMS, empresa responsável pelo Ozivy, que conseguiu o primeiro perdão fiscal para o lote inicial de 10 milhões de aplicadores descartáveis. A Camex, então, reduziu a alíquota de impostos para 14,4% durante doze meses. Posteriormente, a empresa farmacêutica, em novembro, buscou ampliar o benefício para 58,2 milhões de unidades, mas obteve apenas a aprovação para uma cota de 30 milhões, como apurou a Revista Oeste.
A situação expõe a dependência do Brasil em setores estratégicos, como a produção de seringas e materiais médicos, onde a indústria nacional não consegue atender à demanda. Dados revelados demonstram que fornecedores da China, Índia e Taiwan dominam o mercado brasileiro de seringas especiais, com a China liderando as vendas com 35,6%. Essa realidade levanta sérias questões sobre a capacidade do país de desenvolver uma indústria farmacêutica autônoma e resiliente.
A EMS tenta disfarçar a dependência, alegando que as etapas complexas de desenvolvimento do Ozivy ocorrem no Brasil, mas a importação de componentes específicos é uma prática comum na indústria global. A empresa também justifica a necessidade da redução tributária para tornar o medicamento mais acessível, apesar de utilizar uma fábrica na Sérvia para complementar o fornecimento e garantir os lucros do grupo.









