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A repercussão do debate sobre liberdade religiosa e exercício profissional na psicologia do Brasil se espalhou para os Estados Unidos, após reportagem da revista norte-americana Christianity Today expor o que ela descreve como repressão seletiva do Conselho Federal de Psicologia (CFP) a psicólogos cristãos. A publicação, em sua edição de 1º de maio, detalhou denúncias de que o CFP estaria restringindo a expressão da fé de profissionais da área, gerando preocupação em círculos conservadores e religiosos.

A controvérsia se acirrou com a mensagem da psicóloga Larissa Lima no X, onde ela criticou a ausência de reconhecimento da fé no meio da psicologia brasileira. A postagem, que alcançou 2 milhões de visualizações, expôs o embate central: a proibição do CFP de associar o título profissional a identidades religiosas em publicações. O conselho argumenta que essa medida visa proteger pacientes e preservar o caráter laico da profissão, enquanto a psicóloga e outros críticos defendem que a norma limita a liberdade de expressão e a capacidade de profissionais cristãos de atenderem seus pacientes com base em suas convicções.

A questão chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação movida pelo Partido Novo e pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião, questionando a constitucionalidade da Resolução nº 7, editada em 2023. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, defendeu que a norma busca proteger os pacientes e não restringe a liberdade religiosa dos psicólogos. O julgamento, em sessão virtual, está pendente de definição de data, gerando apreensão entre aqueles que temem um possível autorritmo na decisão.

O debate também envolveu o Congresso Nacional, com o senador Magno Malta (PL-ES) apresentando uma proposta para criar uma iniciativa suprapartidária que acompanhe e conteste regulamentações de conselhos profissionais consideradas excessivas em relação à manifestação religiosa. Malta argumentou que exigir a separação entre fé e identidade profissional compromete a dignidade individual, e que, embora o Brasil seja um Estado laico, isso não significa que seja antirreligioso.

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