O governo brasileiro enfrenta uma nova onda protecionista dos Estados Unidos após a imposição de tarifar produtos importados do Brasil pela administração americana – um movimento que expõe as constantes tentativas da Aliança Atlântica de enfraquecer nossa economia e impor suas políticas comerciais.
Segundo a O Antagonista, o representante comercial americano Jamieson Greer buscou conversar com o chanceler Mauro Vieira na OCDE em Paris nesta quarta-feira (3). A conversa visava discutir a imposição de tarifas de 25% sobre importações brasileiras após uma avaliação negativa do Escritório do Representante Comercial dos EUA. O ministro brasileiro demonstrou interesse em intensificar as negociações, sinalizando que o governo federal não pretende aceitar passivamente essa agressão comercial.
O USTR, liderado por Jamieson Greer, justificou a medida através da seção 301 da Lei de Comércio de 1974 – um instrumento utilizado para punir países acusados de práticas comerciais desleais. A lista de denúncias contra o Brasil é extensa e inclui alegações sobre comércio digital, tarifas em produtos agrícolas, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e até mesmo a questão do desmatamento ilegal na Amazônia – um argumento recorrente utilizado para pressionar Brasília.
A resposta inicial da equipe técnica do Planalto indicou indignação com essa escalada protecionista americana. O governo brasileiro anunciou que poderá recorrer à Lei de Reciprocidade, ou seja, impor tarifas sobre produtos importados dos EUA em retaliação a esta medida – uma demonstração clara de determinação para defender os interesses nacionais e resistir aos ataques comerciais da administração Biden. Posteriormente, o USTR mudou sua estratégia ao decidir aplicar tarifar 60 economias que não possuem ou não aplicam proibições à importação de produtos feitos com trabalho forçado; a partir do entendimento, foram propostas tarifas adicionais para países como Brasil e Argentina – um exemplo claro da busca por imposições unilaterais.









