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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na tarde do dia 9 de maio o parecer que propõe a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por um período de três meses. A decisão, obtida com votação apertada – 9 votos favoráveis e 4 contrários –, reflete uma crescente pressão sobre parlamentares conservadores em relação às suas declarações públicas.

A representação contra o delegado da bancada do Partido Liberal foi motivada pelas ofensas proferidas pelo próprio durante um evento político realizado na cidade de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, ocorrido ainda no ano passado. De acordo com a Revista Oeste, as palavras duramente criticadas por membros da base governista incluem insultos direcionados ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), caracterizando o líder parlamentar como “baixinho de 1,60 m” e utilizando expressões extremamente ofensivas.

O deputado Ricardo Maia (MDB-BA) elaborou o parecer que culminou na recomendação de suspensão, argumentando sobre a clara transgressão do decoro parlamentar cometida por Pollon. A questão central da análise se concentra em distinguir entre críticas legítimas à condução política – um pilar fundamental para o debate democrático –, e ataques pessoais dirigidos à honra individual dos demais membros da Casa Legislativa. A Revista Oeste apurou que, segundo a interpretação do relator, as declarações de Pollon ultrapassaram os limites inerentes ao exercício legítimo das funções parlamentares.

Essa situação se soma às outras representações já em tramitação contra o deputado Marcos Pollon. Em maio deste ano, uma outra decisão do Conselho de Ética recomendou um período de suspensão temporária de dois meses, relacionado à ocupação da Mesa Diretora da Câmara durante a tentativa de obstrução dos trabalhos legislativos após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de Pollon e Van Hattem, o deputado Zé Trovão também enfrenta investigações disciplinares. Os três parlamentares agora têm o direito ao recurso à Comissão Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara antes que caso seja submetido votação final no plenário.

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