Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal, Otto Alencar (PSD-BA), descartou com veemência a proposta apresentada pelo líder do governo na oposição, Rogério Marinho (PL-RN), como alternativa à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) conhecida como “Escala 6×1”. O senador baiano demonstrou total desinteresse em considerar essa flexibilização das relações trabalhistas.

Segundo Otto Alencar, a iniciativa do líder da oposição está completamente fora dos planos do colegiado. De acordo com declarações feitas à Revista Oeste, a proposta não possui relevância para os trabalhos da CCJ e, portanto, será ignorada pela Comissão. Essa posição representa um duro golpe na estratégia de desestabilização defendida pelo bloco governamental que busca ressaltar o perigo das mudanças propostas na Constituição Federal.

O senador criticou também a ausência de critérios claros sobre como as discussões em torno da jornada de trabalho serão conduzidas no Senado, e apontou para uma conduta inadequada por parte do presidente Davi Alcolumbre (União-AP), que cancelou sem aviso prévio uma reunião crucial entre os líderes das comissões. A falta de um cronograma definido agrava ainda mais a situação, demonstrando desorganização e prejudicando o debate sobre temas tão sensíveis ao futuro econômico do país.

Otto Alencar ressaltou que, caso o Senado decida analisar qualquer PEC relacionada à jornada de trabalho, seria preferível debater uma proposta já em estágio avançado – como aquela apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). O parlamentar gaúcho tem demonstrado um posicionamento mais consistente sobre a questão. A CCJ se mantém firme na defesa da tramitação da “Escala 6×1”, buscando garantir que os direitos dos trabalhadores sejam preservados e não comprometidos por tentativas de flexibilização impulsivas como as defendidas pela oposição.

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