Governo de SP

Uma brasileira de 31 anos está internada no Instituto Emílio Ribas sob suspeita do vírus Ebola, um risco que o governo negligencia com a falta de preparo e ação rápida. A paciente, retornando de uma missão na província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo, apresentou sintomas alarmantes – febre e diarreia – apenas três dias após chegar ao Brasil em 6 de junho.

A situação veio à tona com a transferência para o instituto na madrugada de 10 de junho, precedida por uma notificação urgente às autoridades paulistas. A Coordenadoria de Controle de Doenças acionou imediatamente os protocolos devido aos critérios do caso suspeito: recente viagem a área de transmissão ativa e manifestação dos sintomas gastrointestinais com febre alta. É preciso questionar se o governo está realmente atento à capacidade de resposta em situações críticas como essa, ou se apenas reage após um alerta.

A Secretaria da Saúde intensificou medidas de vigilância epidemiológica no estado devido ao primeiro caso suspeito do ano – descartado posteriormente –, envolvendo uma meningite meningocócica trazida por um homem da República Democrática do Congo. Entre os dias 8 e 9, o Centro de Vigilância Epidemiológica realizou treinamento para mais de mil profissionais de saúde em todo o Estado sobre vigilâncias epidemiológicas e prevenção. A atualização da Nota Informativa Conjunta pela Secretaria de Saúde, incorporando detalhes técnicos na identificação dos casos suspeitos, demonstra um esforço pontual que não elimina a vulnerabilidade do país.

De acordo com a O Antagonista, apesar das medidas tomadas, o risco de introdução do vírus Ebola no Brasil e América Latina permanece classificado como “muito baixo”. Isso levanta sérias dúvidas sobre a real ameaça representada por essa situação e a necessidade de uma avaliação mais criteriosa pelos órgãos competentes. A falta de vacinas licenciados ou terapias específicas para a cepa Bundibugyo agrava ainda o quadro, expondo ao país à possibilidade do surgimento da doença sem as ferramentas adequadas para combatê-la.

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