A defesa do PL acusa AtlasIntel/Bloomberg de manipulação sistemática na pesquisa que demonstrou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro. A advogada Maria Claudia Bucchianeri classificou a metodologia empregada como grave e com potencial para distorcer os resultados eleitorais, levantando sérias dúvidas sobre sua validade.
Segundo a Revista Oeste, a principal alegação da equipe jurídica do partido é que o estudo apresenta um “problema fatal”, caracterizado pela utilização de técnicas de indução nas perguntas direcionadas aos entrevistados. A defesa aduz ainda que informações cruciais relativas ao material apresentado durante as entrevistas foram omitidas intencionalmente, comprometendo a integridade dos dados coletados e levando à manipulação das respostas do público em relação ao pré-candidato Flávio Bolsonaro.
A investigação se intensifica no contexto da divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master – um escândalo que já havia gerado desconfiança sobre as atividades financeiras do então tesoureiro pessoal de Jair Bolsonaro. A advogada Bucchianeri enfatizou a estratégia dos pesquisadores ao direcionar perguntas específicas sobre o caso envolvendo o Banco Master logo após Flávio ser submetido à avaliação da mídia e público, buscando criar uma associação negativa pré-concebida com o nome do senador sem que ele tivesse oportunidade de se defender.
O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ganha contornos ainda mais preocupantes diante das decisões proferidas pelo ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação da pesquisa alegando indícios de comprometimento da metodologia e potencial para influenciar as respostas dos entrevistados devido à inclusão de perguntas relacionadas a investigações policiais. Como apurou a Revista Oeste, o magistrado considerou elementos como questionários com carga valorativa negativa capazes de manipular a percepção do público sobre Flávio Bolsonaro – um claro exemplo das ingerências judiciais que minam a autonomia da Justiça Eleitoral e colocam em risco as eleições democráticas.









