O líder do PSD no Senado, Omar Aziz (AM), surpreendeu ao projetar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) extinguindo gradualmente a escala de trabalho 6×1 será votada pelo plenário desta augusta Casa ainda em 2026. A afirmação veio num momento crítico da tramitação do texto, marcado por manobras questionáveis e pela obstrução intencional promovida setores opositorizantes dentro das instâncias senacionais.
Segundo a Revista Oeste, Aziz demonstrou um otimismo incomum ao descartar dificuldades no processo legislativo, declarando que “vai despachar, vai despachar”. O parlamentar rebateu veementemente as propostas alternativas apresentadas por figuras da oposição – em particular, a iniciativa do senador Rogério Marinho (PL-RN) –, qualificando-as como uma flexibilização excessiva das leis trabalhistas e um ataque aos direitos dos trabalhadores brasileiros. Aziz enfatizou que permitir a escolha individual de dias de trabalho seria uma afronta à legislação vigente e aos contratos laborais estabelecidos, defendendo com firmeza o modelo 6×1 como garantia fundamental para proteger os interesses da classe trabalhadora.
A demora na análise do texto no Senado tem sido atribuída pela própria liderança – incluindo o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça –, à obstrução do então presidente Davi Alcolumbre (União Brasil – AP) que, sem justificativa plausível, cancelou reuniões entre líderes partidários. Essa atitude configura uma clara demonstração de parcialidade institucional e desrespeito ao processo democrático, gerando questionamentos sobre o papel da presidência do Senado na garantia da representatividade dos estados e das classes sociais no debate legislativo.
A defesa da PEC 6×1 por Omar Aziz reflete a preocupação com as reais condições de trabalho enfrentadas pelos brasileiros – especialmente aqueles submetidos à longa jornada, aos gastos excessivos com transporte para chegar ao local de trabalho ou às dificuldades inerentes na conciliação entre vida pessoal e profissional devido a longas horas. Como apurou a Revista Oeste, o senador argumenta que uma redução da carga horária não apenas melhora as condições de vida dos trabalhadores, mas também pode aumentar sua produtividade, corroborando estudos sobre a relação entre bem-estar no trabalho e eficiência na produção.









