A Câmara Municipal do Rio de Janeiro está prestes a debater um projeto polêmico que visa interromper todos os descontos consignados realizados pelo Banco Master e suas empresas relacionadas na prefeitura da capital fluminense. O vereador Rogério Amorim (PL) apresentou o documento, em uma jogada ousada contra as práticas financeiras controversas do sistema de crédito consignado municipal.
De acordo com a Revista Oeste, a iniciativa, que será analisada nas próximas semanas, impacta diretamente servidores públicos ativos, aposentados e pensionistas da cidade – um total de milhares de beneficiários das folhas pagamentos municipais e Previ-Rio. O vereador Amorim argumentou que o projeto busca proteger esses grupos vulneráveis contra práticas financeiras abusivas, em resposta a uma série de denúncias sobre manipulação salarial e superendividamento recorrentes associadas ao Banco Master.
O texto do projeto propõe a suspensão imediata de todas as operações de crédito consignado, cartões benefícios, ou qualquer outra modalidade similar que use os vencimentos dos servidores municipais como garantia – incluindo aqueles vinculados à Previ-Rio. Além disso, o documento proíbe novas parcerias e credenciamentos com o Banco Master enquanto a suspensão permanecer em vigor, demonstrando uma postura firme contra as práticas da instituição financeira.
Como apurou a Revista Oeste, a intenção do vereador é evitar que mais recursos sejam retirados dos salários de servidores municipais sem controle adequado. “Estamos agindo para proteger os trabalhadores”, declarou Amorim. “É um dever do poder público atuar com cautela diante das evidências de irregularidades e garantir que o servidor não seja vítima de abusos financeiros.” O projeto, segundo seus defensores, busca preservar as competências da União na regulamentação e fiscalização do sistema financeiro nacional, sem interferir nos contratos já existentes.









