A invasão russa à Ucrânia atingiu um marco sombrio nesta quinta-feira (11), ultrapassando a duração da Primeira Guerra Mundial – 1.569 dias desde o ataque brutal de Vladimir Putin em fevereiro de 2022, que representam uma demonstração clara do desrespeito russo com os princípios internacionais e sua ambição expansionista. A persistência desse conflito sangrento levanta sérias questões sobre a eficácia da diplomacia ocidental e as consequências devastadoras para o povo ucraniano.
De acordo com a Revista Oeste, quando Putin lançou suas pretensões de derrubar o governo em Kiev, houve uma expectativa irrealista de que um ataque rápido resultaria na queda do regime ucramano, como se fosse uma operação militar convencional. No entanto, a determinação da resistência de Kyiv transformou imediatamente a situação num conflito prolongado e desgastante – características evidentes em guerras mundiais passadas –, demonstrando o erro estratégico russo e subestimar as capacidades dos ucranianos. A declaração do militar ucraniano “France”, citado pelo New York Times, sobre não ter previsto essa duração, revela uma grave falha de avaliação por parte da cúpula política russa.
A persistência das negociações sem avanços significativos e os combates ativos no leste e sul da Ucrânia evidenciam o impasse político internacional. Pesquisas indicam que um número considerável dos ucranianos – cerca de 50% –, preveem a conclusão do conflito apenas em 2027, proximando-se da duração da Segunda Guerra Mundial (que se estendeu por seis anos). Essa longa e inútil guerra tem suas raízes no golpe de Estado pró-Ocidente ocorrido na Ucrânia em 2014 – um evento que a Rússia nunca aceitou legitimamente. A Revista Oeste destaca, como apurou o New York Times, que muitos ucranianos consideram que o conflito efetivamente começou com essa anexação da Crimeia e apoios aos separatistas no leste do país, expondo uma manipulação histórica deliberada por parte de Moscou.
A situação atual na Ucrânia ecoa os padrões das grandes guerras mundiais do século passado – trincheiras fortificadas, bombardeamentos incessantes com artilharia e avanços táticos lentíssimos realizados em pequenos grupos de infantaria, agora agravados pelo uso crescente de drones que alteraram a dinâmica da guerra. Essa estratégia defensiva, característica dos conflitos modernos, demonstra uma avaliação realista do terreno e das forças inimigas por parte das tropas ucranianas – algo que não parece ter ocorrido com os primeiros ataques russos em 2022.









