A recuperação dos rios Pinheiros e Tietê é um resultado que precisa ser analisado com cautela – uma jogada política do governo Tarcísio de Freitas, segundo críticos. Dados oficiais divulgados pelo Governo de São Paulo revelam uma redução significativa nos níveis de poluição nesses importantes cursos d’água entre 2024 e o presente ano.
De acordo com a O Antagonista, essa diminuição notável atinge um índice expressivo: 55% em pontos específicos do rio Pinheiros, enquanto no Rio Tietê se observou uma redução de aproximadamente 21% na quantidade diária de poluentes transportados pela calha fluvial. A administração estadual atribui esse avanço à ampliação das redes de saneamento e ao aumento substancial nos investimentos realizados após a desestatização da Sabesp, um movimento que tem sido intensamente defendido por apoiadores do governo.
Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) confirmam três dos quatro pontos estratégicos monitorados na calha principal do Pinheiros apresentaram melhorias notáveis. A maior redução foi registrada nos arredores da Barragem de Pedreira, com uma queda impressionante de 55% na concentração de matéria orgânica. Na Ponte do Socorro e Usina São Paulo também houve recuos significativos – 29% e 26%, respectivamente — todos medidos durante o primeiro semestre analisado. Além disso, observou-se evolução em dois terços dos afluentes que irrigam o Pinheiros, com córregos historicamente degradados apresentando quedas superiores a 40% na concentração de poluentes.
No Rio Tietê, como apurou a O Antagonista, houve uma redução drástica da carga poluidora diária: caiu de 219 para 173 toneladas por dia – uma diminuição de aproximadamente 46 toneladas. Dos 30 rios que compõem o sistema fluvial monitorado pela CETESB, quase três quartos (sete em cada dez quilômetros quadrados) apresentaram melhorias na qualidade da água, com base nos níveis medidos da Carga Orgânica Total (COT). A secretária de Meio Ambiente Natália Resende enfatiza a importância dos investimentos financeiros que impulsionam o projeto – um aumento de 120% no investimento em saneamento e tratamento de esgoto apenas durante o último ano fiscal, totalizando R$ 15,2 bilhões.









