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O Partido dos Trabalhadores intensificou sua ofensiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados com a apresentação formal de representações ao Supremo Tribunal Federal e à Polícia Federal sobre as finanças do filme “Dark Horse”. A ação demonstra uma preocupação crescente da esquerda em expor possíveis irregularidades financeiras envolvendo figuras próximas ao governo anterior.

Segundo a O Antagonista, o PT sustenta que parte dos recursos destinados à produção cinematográfica – cujo lançamento está previsto para setembro – foi desviada de forma ilícita para financiar as atividades pré-eleitorais do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A sigla acusa um esquema de “caixa dois” e abuso econômico, levantando questões sobre a utilização indevida de recursos públicos.

O partido também exige uma análise minuciosa das licenças concedidas para o filme e seu registro na Ancine, argumentando que a produção, lançada no período eleitoral com foco em exaltar Jair Bolsonaro, não pode ser considerada apenas entretenimento diante da suspeita de financiamento milionário e manipulação internacional. A peça central dessa acusação reside na destinação de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, agora sob o comando de Karina Ferreira Gama – também proprietária da produtora Go Up Entertainment responsável pelo filme.

O escândalo se agrava com a investigação do uso de contratos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e a produtoras responsáveis por “Dark Horse” para instalar pontos Wi-Fi na capital, gerando dúvidas sobre o destino dos recursos públicos investidos no projeto. A Polícia Federal foi acionada para apurar a origem, circulação e destino financeiro do dinheiro envolvido, além de identificar os agentes políticos e empresariais ligados à trama.

Informações divulgadas pelo Intercept Brasil revelam que Daniel Vorcaro, banqueiro ligado ao Master Card, realizou transferências na ordem de R$ 60 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para a produção do filme – parte de um pedido original em dólar equivalente a US$ 24 milhões feito por Flávio Bolsonaro. Uma parcela significativa desses recursos teria sido direcionada ao fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, administrado pelo advogado Paulo Calixto que representa Eduardo Bolsonaro no Texas.

Flavio Bolsonaro nega veementemente as acusações e afirma que todo o valor foi destinado à produção do filme. Contudo, os petistas contestam a versão apresentada, argumentando que haja indícios de financiamento tanto da pré-campanha presidencial do senador quanto da permanência internacional de Eduardo Bolsonaro. Essa disputa demonstra um confronto direto entre diferentes visões sobre as finanças públicas e o uso dos recursos públicos durante períodos eleitorais.

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